Canais do Youtube que tem ajudado a minha jornada







A minha jornada pelo autoconhecimento, pelo meu desenvolvimento pessoal e pela busca por uma vida mais leve longe das telas tem sido fortemente acompanhada e preenchida por pessoas que encontrei no Youtube. Agora, assisto aos vídeos que quero com muito mais intencionalidade e é enriquecedor quando isso acontece, quando você assiste algo com um propósito e que são conteúdos que realmente te ajudam a melhorar. Por isso, vou indicar alguns canais que tem me ajudado, em seus diferentes gêneros e quem sabe podem ajudar você também:


1. Desfrutando a vida - Clara

Se você puder me dar 8 minutos, você terá 10 anos da sua vida de volta


O canal da Clara é incrível, ela fala muito sobre viver uma vida tranquila e leve, através das práticas do minimalismo, ela dá muitas dicas para como você pode aplicar em sua vida tarefas ou até mesmo pequenos passos para mudar. Também faz vídeos sobre hobbies, reflexões, mostra um pouco da vida dela e o jeitinho dela é tão fofo que encanta demais. Vale a pena assistir. 


2. Quando Menos é Mais 

(28) Quando Menos é Mais - YouTube

Esse é outro canal muito legal de se acompanhar. Ele fala sobre a vida minimalista e viver uma vida leve. Também tem bastante dicas práticas e aprendizados  que o criador teve quando viveu alguns anos no Japão. 


3. Rafael Gretta- Mais foco e menos ansiedade 

(28) Rafael Gratta - YouTube

O Rafael é bem famoso até, faz um tempo que não assisto os vídeos dele, mas vários vídeos me ajudaram a começar a buscar pela dopamina real em vez da dopamina barata. Ele traz explicações científicas dos assuntos, o que deixa tudo bem interessante. 


4. Izadora Francois

(28) Izadora Francois - YouTube

Esse é um dos meus canais favoritos. A Iza faz vlogs, uns micro filmes, sobre a vida e reflexões. ela fala bastante sobre Jesus também. Acho as produções dela muito bem feitas e tocantes. Uma verdadeira artista. 


5. Bibiana Terra/ Lua Nova Podcast

 (28) bibiana terra - YouTube

O canal da Bibi é muito conforto e desconforto também porque às vezes a reflexão que ela traz pega na alma kkkkk Ela fala muito sobre comunicação não violenta, planejamento e desenvolvimento pessoal, amor próprio e tem um podcast muito legal que traz reflexões e afirmações produtivas. Eu adoro, é muito transformador. 


6. Pinho

(28) Pinho - YouTube

O Pinho eu não assisto tanto, mas muitos vídeos dele me ajudaram a sair da inércia. Ele fala muito bem e traz umas dicas práticas também. 


7. Tatiana Feltrin

(28) tatianagfeltrin - YouTube


A Tati do TLT é uma diva. Eu assisto vários canais literários, mas ela é minha favorita. Confio cegamente em todas as indicações dela, além de amar as resenhas, achar ela extremamente inteligente e muito engraçada. Adoro. 


8. Andressa Soul

(28) Andressa Soul - YouTube

A Andressa mostra a beleza da vida sem as redes sociais. Seus vídeos são, a maioria, vlogs em que ela mostra seu dia a dia sem as redes e fala muito sobre o assunto também. Ela é uma fofa e me inspira demais. 

9. Corre de PHD

(28) Corre de PhD - YouTube

Esse menino é uma benção na hora de ajudar a estudar, a manter o foco e falar sobre vida acadêmica. Adoro os vídeos dele, principalmente o formato. 

10. Femingos 

(28) Femingos - YouTube

Ela é bem famosa também, fala sobre hobbies. Adoro os vídeos de vários tipos de hobbies que você pode ter ou quando ela ensina alguma coisa nova. 


11. Dyllan Johnny

(28) Dyllan Johnny - YouTube

Por fim o Dyllan. Ele é uma mistura de tudo um pouco. Artes, estudos, leituras, vida leve e presente. Clarice Lispector, principalmente. È bem cativante sem querer ser. 


12. Sarina 

(28) Sarina Gomes - YouTube

A Sarina é a única influenciadora que eu acompanho e gosto. Ela faz vlogs de viagens e fala sobre estilo e várias outras coisas. Ela que me viciou em Matchá. É uma fofa e querida. Ela fala muito dos lugares que visita então aprendo bastante. 

Por enquanto esses são meus canais favoritos, assim que eu tiver mais vou acrescentando aqui. 

A luzinha amarelada do prédio

 




                Se tem algo que eu amo fazer, à noite, é ver as luzes dos prédios acesas e pensar em quanta vida está sendo vivida ao meu redor; ou em cima de mim ou à baixo de mim (moro no quinto andar). E, por muito tempo, eu pensava: o quanto de vida eu mesma vivo, na minha própria luzinha amarelada ligada? 

        Vivi alguns longos anos com uma sensação absurda de descontentamento e que havia aumentado e se alastrado para todas as áreas da minha vida (exceto ao amor), no meu último ano, principalmente, e aquilo me consumia de uma forma tão profunda que eu já não sentia mais prazer em ler, em escrever ou fazer tudo o que eu mais amava. Eu tinha sempre a consciência que vivia distante de mim mesma e de meus sonhos reais e princípios, mas não conseguia sair disso, por mais que tentasse. No fundo eu sabia que o culpado disso tudo era eu mesma, porque eu sabia o motivo de tudo estar assim. O maldito celular. 

    Ano passado, nas férias, eu li um livro que se chamava O Minimalismo Digital e esse livro falava muito sobre como a gente DEVE usar o nosso celular como uma ferramenta e que a muito tempo ele domina nossas vidas e nos controla e aquilo tudo que a maioria de nós já sabemos e se não sabemos indico pra vocês o documentário: "O dilema das Redes" da Netflix, tão bom que já vi 3 vezes. Mas, enfim, depois de ler esse livro, como eu estava de férias na casa dos meus pais eu resolvi tentar um detox, nem sequer apaguei minhas redes sociais, mas fiz o maior esforço para ficar afastadas delas e foi uma experiência extraordinária. Eu fiz tanta coisa legal naqueles dias. Caminhei muito observando a natureza, plantei flores e pintei os potinhos de flor, li três livros, assisti ao meu doraminha com presença, conversei realmente com as pessoas e escrevi. Foi como se o ar tivesse voltando aos meus pulmões novamente, como se eu tivesse despertado de um devaneio ou um sonho que estava aprisionada, nem sei explicar ao certo. 

    Infelizmente, depois disso entrei em uma fase bem grande de consumo, muito porque eu usava as redes sociais como fuga do trabalho ruim em que eu estava e acabei me afundando na ansiedade e comparação. Mas, uma das minhas metas para 2025 foi usar bem menos o celular e tenho me esforçado muito pra isso acontecer o que tem transformado totalmente minha vida. No começo é bem difícil, pois eu estava viciada naquilo, aquilo era minha fonte de dopamina constante.

    Com o tempo tudo foi ficando natural e agora nem sinto mais tanta falta. Sou uma pessoa que sempre teve - e quer ter ainda mais -  muitos hobbies e agora com mais tempo livre (porque gastava horas e horas rolando uma tela e vendo a vida de outras pessoas) consigo desenvolver e praticar meus hobbies. Agora meus dias são recheados de arte, seja pintando em aquarela, meus Bobbies Goods, desenhando prédios ou tentando melhorar no desenho, fazendo scrapbook, bordando, indo caminhar na natureza, treinando, lendo e escrevendo. 

    Meu amor pela leitura voltou e com isso é recém fevereiro e já estou no meu 11º livro. Além de conseguir ler com mais profundidade. Escrever também se tornou um hábito, se não é alguma história, é no meu diário e por isso que resolvi voltar aqui com o blog, porque é um cantinho tão meu. 

    Outra coisa que mudou é o meu foco, agora quando preciso fazer alguma coisa como escrever um artigo/trabalho, corrigir um TCC ou até mesmo limpar a casa, consigo me manter focada por muito mais tempo e faço a tarefa com muito mais ânimo e agilidade. 

    Tudo que sei é que está sendo transformador. Todos os dias acordo muito feliz e pensando no que de divertido e diferente posso fazer, em meus momentos livres. Consigo observar mais a natureza, as coisas lindas que existem na simplicidade, vivenciar a plenitude e o amor, conversar mais com as pessoas e perdi aquela ansiedade constante na qual me fazia querer estar em outro lugar ou ser outra pessoa. E tudo isso é porque estou aprendendo a ser presente na minha própria vida. Ascender a minha luzinha para fazer a minha vida acontecer e não só assistir e me comparar com  as dos outros. Acho que isso sim é ser feliz. 

A arte de reconhecer a incompletude dos sonhos




A palavra é tudo o que sou. Acredito que cheguei ao âmago de meu sonho juvenil nesse exato momento sentada em frente a uma grande janela que de um lado estende-se um rosado pôr do sol, ou melhor, pós pôr do sol, o crepúsculo, enquanto de outro as resplandecentes luzes da cidade. Escrevo e bebo café. Quando eu era criança, achava que isso tudo me bastasse para ser feliz. A ingenuidade de um sonho nos cega para a maior rasteira que sua realização não nos prepara para tomarmos. Quando realizamos o tal sonho ainda somos nós. Ainda nossa alma acompanha. O que isso quer dizer? Escrevo o que sou. E a Nadini do passado não percebia que tudo o que escrevia também era o que ela era e também atingia a supremacia de sua escrita. Ora, o que quero dizer, se apenas sentar nessa grande janela fosse a realização da minha vida, sobre o que eu escreveria? Apenas sobre o céu, apenas sobre as luzes dos prédios. Mas, o céu é o céu em qualquer lugar, embora mude suas cores e nuvens. E prédios, são prédios, com luzes, em qualquer cidade do mundo. Se eu não considerar que transbordo quando escrevo aquilo que sou e carrego, como que poderia ser feliz apenas ao escrever na grande janela. Essa janela poderia estar em Londres, se eu não tivesse a mim, nada seria escrito. Essa janela já foi de uma cafeteria no Porto, em Portugal e o que escrevi foi sobre o que sentia e não sobre a vidraça em minha frente. Essa janela poderia ser acompanhada de um notebook, poderia ser com papel e caneta, poderia ser em meio a uma floresta, não importa, se a janela do que vivo se mantém fechada. Esse é o problema de sacrificarmos quem somos pelos nossos sonhos. Ao chegar lá, para ser completo e atender a um milésimo da sua idealização, você precisará transbordar e aquilo que é vazio, não transborda uma sequer gota.


Com amor, Nadini. 

Do coração ao papel. 

O tempo: a arte de não esperar

 


Estava esperando chover para conseguir escrever. Estava esperando o café terminar de passar, enquanto aproveitava o cheiro que inundava a sala. Estava esperando o notebook ligar. Estava esperando a ideia fluir. Esperando as palavras surgirem. Esperando, esperando e esperando a vida passar. Pois, nesse meio tempo todo, ela já passou um pouco mais. A ideia que quero trazer para reflexão hoje, caros leitores, é sobre a noção que temos do tempo. Recentemente, eu retornei da realização de um grande sonho que foi poder viver 6 meses como intercambista em Portugal. A realização de um sonho que levou anos para se concretizar. Anos de dedicação, muitas e muitas horas de estudo e organização, muito da vida para acontecer. E enquanto eu estive lá, todo dia se transformava em mês, pois a intensidade das experiências, a novidade contínua e a multiplicidade de pessoas e histórias que eu encontrava por dia transformaram a palavra “rotina” uma desconhecida pra mim.

O sentimento que eu carregava durante esses meses é que finalmente eu me sentia viva. A intensidade de se estar em um lugar que reúne pessoas do mundo inteiro, diversas línguas, culturas, jeito de viver e vivências faz você refletir sobre a própria caminhada e se sentir, ao mesmo tempo que deslocado, tão pertencente a si mesmo. E isso tudo corroborou para que os meses que vivi lá parecessem anos. Quando conto tudo que passei, todas as histórias e acontecimentos, acaba até assustando quem nunca experienciou algo assim, mas acredite, assusta mesmo quando os dias passam a ser dias e não apenas mais um risquinho no calendário.

Ao retornar à minha casa, no Brasil, ingressei diretamente em uma rotina corrida e diária que possuía antes de partir. Percebi, então, que os dias voltaram a ser apenas dias que correm furiosamente pelo calendário. E a ideia de que “nossa o tempo voou”, já não conforta mais e sim assusta, pois as histórias permanecem sempre sendo a mesma. O que me restou a fazer é tentar mudar essa visão rotineira e ver meu próprio lar como se eu estivesse em uma cidade nova das tantas que visitei.

O tempo é precioso, escasso e único. Mas, sempre há tempo para se ver algo novo, mesmo em frente de seus olhos costumeiros. Há sempre tempo de reconhecer o poder de um abraço, uma florzinha nova que nasceu no quintal, uma borboleta sobrevoando a sua casa. Há sempre o tempo de realizar nossos sonhos, de criar novos sonhos e vivê-los. Há sempre tempo de não viver esperando um tempo que não virá… Porque ele já está aqui.

 

Nadini Casali Bandeira

A fada, o humano e o pote.



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Existia uma fada repleta de luz que encantava a todos os outros de seu reino com suas delicadas asas que refletiam a beleza do mundo. Todos vivam perto dela para serem banhados por sua claridade e amor. Um dia a fada, estava voando pelos lugares de seu reino e conheceu um humano que jurou estar apaixonado por ela, pelas suas asas delicadas, pela sua luz e a prometeu levá-la a outros lugares do mundo que ela ainda desconhecia. A fada, como era muito curiosa e pensou ser uma oportunidade de levar sua luz a outros lugares escuros se encantou com o humano e se apaixonou perdidamente por ele. Voltou para sua casa e contou a todos que conhecia que estava apaixonada, que iria voar para longe com o humano e que conhecera o amor. Os outros notaram uma luz mais intensa nas asas da fada e acreditaram que isso seria o melhor para ela e que por estar tão feliz dessa maneira conseguiriam ver a luz dela de muito muito longe. Então a fada reencontrou o humano e disse que seguiria viagem com ele. Ele lhe pediu para que ela fosse andando, pois suas asas podiam chamar muita atenção ao voar e isso poderia ser perigoso. A fada, cega pela paixão e esquecendo-se que sempre conseguiu desviar dos perigos, aceitou e mesmo não estando muito acostumada a andar caminhou com o humano por diversos lugares. Foram os dias mais belos que ela já teve, ela conheceu novos lagos, novos seres, novas histórias, cada vez mais se apaixonava pelo mundo que o humano mostrava a ela e cada vez mais confiava nele. Até que um dia ele lhe falou que o mundo poderia ser perigoso demais para uma fada e que ele iria protegê-la de todo o mal e ela, achando isso um ato de amor, entregou-se a ele. Então, ele comprou um potinho e a disse que seria melhor ela ficar ali dentro quando ele não estivesse com ela. Ela aceitou. Não conseguia perceber o quão isso podia arrasar a vida de fada dela e destruir sua luz. Os dias se passaram e ela já sentia saudade de sua liberdade de voar, de sua luz, dos amigos do seu reino e das risadas que eles a arrancavam. Tentou abrir a tampa do pote, mas estava fechada com um cadeado que apenas o humano tinha a chave.  O humano tornou-se frio, não a levava mais conhecer lugares novos e sempre gritava quando ela dizia que não queria mais ficar no pote. Dizia a ela que só a estava protegendo, que ela estava sendo ingrata e que isso tudo era por amor. Ela sentia-se culpada ao ter vontade de sair dali que aos poucos começou a aceitar que ali era seu lugar. Sua luz já estava ficando cada dia mais fraca.

Estrutura da redação - Tudo deve "make a sense"


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Quem assistiu a última temporada de Game Of Thrones, principalmente, o último episódio sabe o quão triste é acompanhar um desenvolvimento fantástico, uma história envolvente, cheia de tramas e subtramas para no final ela acabar de forma apressada, sem muitas explicações e com um final que não condiz tanto quanto a expectativa que a série gerou nos fãs. Se você gostou do final, ótimo, pelo menos um frustrado a menos na história, não é mesmo? Mas, não é só com séries que gostamos que enfrentamos esse problema. Também lemos livros que não possuem um final, ou são confusos, não seguem uma linha cronológica de desenvolvimento, o que, por muitas vezes, nos leva até a desistência da leitura. Filmes, novelas, até mesmo jogos, que não possuem uma estrutura bem estabelecida, podem até serem diferentes do convencional, mas se o contexto é baseado em caos, raramente gostamos da experiência. Por que eu estou falando tudo isso? Bom, simplesmente porque sua redação deve ser como um filme de romance clichê, eles se conhecem, se odeiam, acontece uma situação que os obriga a ficar juntos, se apaixonam, daí vem o clímax e por fim um final feliz. Ou, para os amantes de quadrinhos e super heróis, quando ele é uma pessoa normal, depois acontece algo que o transforma em herói, surge o vilão e nos 5 minutos do último tempo o herói salva a cidade e tudo fica lindo e maravilhoso.
             Mas, vamos ao que realmente interessa >>>>>  a redação <<<<<. Ela precisa seguir uma estrutura marcada pela coesão e coerência. Isto é, tudo precisa estar interligado e esse todo precisa fazer sentido. Nem uma frase, a não ser a primeira de seu texto, pode fugir de uma relação anterior. Vamos dar um exemplo, bem bobinho, mas para entender direitinho:

É sobre gratidão - e os peixes que já pescamos

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-“Vai acender as velas para ver se consegue pescar algum peixe amanhã?”.
-“Não, estou acendendo pelos que já pesquei nos outros dias”.
Esse diálogo, tão simples, que aconteceu entre minha mãe e um amigo de nossa família me fez perceber o quão importante é a gratidão e quão esquecida ela está sendo, por todos. Inevitavelmente, acender uma vela para a santa dos pescadores para pedir uma boa pescaria é amplamente relacionado à fé, a religião a crença enrustida em uma santidade ou entidade superior. Porém, acender uma vela pela boa pescaria que teve independe do que cada um acredita, pois, transforma-se num beliscão para acordar desse mundo negativo e tóxico em que vivemos e que não agradecemos e se aprofundar num espaço em que a palavra obrigada é muito mais dita que “desculpa” ou “por favor”. Eu cresci com o ensinamento de que todas as “palavras mágicas” são importantes e entre elas não há uma hierarquia. Entretanto, confirmo que isso está parcialmente correto. Somos ensinados a agradecer, na infância até obrigados a dizer obrigado, a agradecer um presente, agradecer um elogio, agradecer a alguma atitude um pouco fora da normalidade. Mas, por que dizer obrigado tornou-se tão verossimilhante com o outro significado da palavra? Por que agradecemos por obrigação  e não pelo coração? Com sinceridade. O muito obrigado já foi muitas vezes sufocante. O muito obrigado já foi muitas vezes sufocado. E tenho uma teoria para isso.

Texto de leitor(a) - Querida Pétala






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O poema de hoje, participante do projeto, foi escrito por uma mulher incrível que sempre escreve com o coração e encanta  a todos com suas palavras, Julia Padilha, a admiro muito  e agradeço por ela sempre espalhar a poesia que o mundo precisa. 

                                                                         
Pequena se comparada às demais
Longe, tão longe    
De caber
Dentre flores normais.

Tantos jardins
Nenhum era igual.
Já chorou com partidas
Histórias brevemente vividas.
    
Entre um raio e outro
Esconde suas feridas
Os pisões, tão doloridos          
Que recebeste em sua vida.      

Já passou por melancolias e temporais
Sobreviveu a rigorosos invernos.
Então fez de si
Seu melhor remédio.

Texto de leitor(a)- As flores amarelas e berrantes


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O escrito dessa semana, provindo da autora Eduarda Zilke, é autêntico, profundo, comovente e que nos transporta a ver as flores amarelas e ao pôr do sol de outubro. Devo ressaltar que o talento dessa mulher é grandioso, assim como, és sua alma. Muito obrigada por encantar .


            Nos dias tristes, ela não consegue crer que o sol ainda se põe no mesmo lugar que se punha nos dias felizes.
            Quando ela sente a luz do sol, incessantemente clara e quente, parece impossível que um satélite tão grande não consiga captar também a tempestade dentro dela a chuva que escorre pelo seu rosto. É um insulto que não tenha a decência de se esconder atrás de nuvens o mais rápido possível e, pelo contrário, faz um espetáculo e se retira lentamente, como um ator apaixonado que hesita em deixar o palco do primeiro teatro que faz.
            E que ironia que o pôr do sol, a amostra mais óbvia de que tudo continua igual fora do seu peito, seja justamente o momento em que você decide fazer tudo diferente.
            Ela ainda se lembra daquele pôr do sol de outubro que classificou como o mais bonito que havia visto. Nunca sabia a ordem das estações do ano, mas achava que era primavera porque haviam tantas flores amarelas que cada uma delas parecia um pequeno sol que também não tinha a fineza de não se exibir.

Crítica - Um certo verão




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Livro: Um certo verão
Autor:  David Baldacci
Leitura: Surpreendente e envolvente
Diferencial: Cenários bem descritos que facilitam a imaginação da história
Música que ouvi durante a leitura: Consejo de amor – Tini e banda Morat

Classificação: 4 estrelinhas


Assim como a história se passa em um  certo verão eu definiria essa obra como “um certo livro” que me surpreendeu em muitos aspectos. O enredo é marcado por Jack que possui uma doença considerada incurável para a ciência e para a medicina e que sabe que o seu tempo de vida está aproximando-se do fim e que nessa travessia terá que deixar a esposa Lizzie e seus três filhos. Entretanto, acontecem determinados fatos que mudam o trâmite da história e interligam-se com o milagre da cura de sua doença. Apesar da felicidade de receber uma segunda chance, Jack é obrigado a lidar com uma grande perda e assume a responsabilidade de cuidar de sua família, mudando-se para a cidade que sua esposa nascera.

Janelas da alma, a porta do peito





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Se os olhos são a janela da alma, qual é a paisagem que verei ao esbarrar em você? Isso se deixar-me o olhar nos olhos, porque janelas fechadas deixam a visão embaçada e seria impossível a interpretação. Seus olhos são um jardim que transparecem a sua alma florida ou um campo regado pela luz do sol que faz o dia ser dia por simplesmente os ver? Ou são a escuridão da noite que levam a temer o andar nas ruas solitárias, porém escondem as esculturas mais bonitas que existem dentro de si? Existem olhares que são mar convidam-te para sentir o frescor da brisa, o calor da areia a sintonia das ondas e você se acostuma com o ambiente, se acostuma com o bagunçar dos cabelos, se acostuma a sensação da água salgada pelo seu corpo, porém, quando nem percebe é derrubado pelas ondas que foram ocultas pela beleza do lugar e afogam-te no piscar dos mesmos olhos. 

Texto de leitor(a) - Aquele em que meu egoísmo salvou o meu amor





O texto participante do projeto "Texto de leitor(a) dessa semana é dessa escritora lindíssima que escreve com o coração sobre a reflexão que faz sobre a vida, Gabriela Kahl Kunkel. 

           Esse ano foi um ano daqueles. Tanta coisa ruim acontecendo em tanto lugar me fez começar a pensar onde o amor se enfiou, porque uma vez estava presente no meu cotidiano, em cada pessoa que eu via tinha um resquício seu, e agora nada. Todos os dias quando saio de casa, olho para os dois lados da rua e nem é por medo de ser atropelada. É vontade de enxergar o amor em qualquer lugar. É vontade de abraçar até faltar ar. É vontade de largar aquele “oi, sumido”. As vezes sinto que ele está me observando de todos os lugares e de lugar nenhum, ou que está testando até onde minha esperança em encontra-lo vai. A carência se abriga no meu coração nos momentos mais inoportunos do dia, quando me sinto vulnerável e sozinha. Nesses momentos, procuro o amor e o suporte que ele costumava me dar. Aquele suporte que era um abraço do amor disfarçado de gente. Aquele sorriso gostoso e sincero que se estampava nos lábios do “representante” do amor. Aquele olhar que era o amor. Mas eu não os encontro mais, não nesse ano.
Quando eu percebi essa falta, passei a pensar que isso significava que eu estava crescendo e que era assim mesmo. Por tempos tentei engolir a ideia de que nunca mais ia sentir ele perto de mim, porque essa fase já tinha passado. Comecei a tentar entender a vida adulta que estava se mudando do meu futuro para o meu presente, mas eu não consegui. Sempre me chamaram de enjoada, talvez seja bom, porque eu não quis engolir essa ideia. E foi aí, no exato momento da minha decisão, que eu entendi que não sou eu que estou mudando, nem o amor. São as pessoas. Todas elas. 

Texto de leitora 2- Ansiedade e eu. Cabemos na mesma casa?




O texto de hoje que está participando do Projeto "Texto de leitor(a)" foi escrito por uma mulher que coloca a alma em suas palavras e sempre me auxiliou a enxergar o mundo com mais sensibilidade. Millene Raquel Manthey que possui um blog de escritos, também, com textos emocionantes e que inspiram.
Deixo o link do blog anexado ao post: http://th-myeyes.blogspot.com



         A ansiedade bateu em minha porta. Não abri, mas ela sorrateiramente pulou minha janela. Mãos para o alto, eu disse. Ela não obedeceu. Não é sua casa, não é seu lugar, mas faz questão de estar ali. Quieta no meu canto fiquei. Ela foi alimentado-se das coisas que haviam em mim. Primeiro, minha coragem. Foi-se toda em menos de minutos. Sentia que todo e qualquer mal me rondava. Estremeci. passaram-se horas e ali estava eu, brincando de estátua aos olhares de fora. Por dentro, o medo arrebatador me paralisara. Mal sabiam eles pelo que eu estava passando com a tal visita indesejada. Quanto mais ela se alimentava das coisas que ali estavam, mais ela crescia. A casa ficou pequena para nós duas. Expandiu-se tanto que fiquei eu encolhida num cantinho da sala, sem espaço para respirar. Ficando cada vez mais ofegante, senti que ia desmaiar. Ela ria, como se seu trabalho estivesse sendo muito bem executado. Em pânico, vi que a situação só pioraria.  Então respirei fundo e, antes que o ar se tornasse ainda mais rarefeito, fiz uma mesa redonda com ela.

Texto de leitora 1- Os mesmos olhos



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Esse texto foi escrito por uma pessoa muito especial que tive a honra de conhecer esse ano e que escreve lindamente, portanto, não deve ficar escondida entres linhas e folhas de caderno. Para quem quiser participar do projeto "Texto de leitor(a)" entre em contato comigo para participar do blog com seu escrito: 

“Havia um menino sentado no muro da escola, com fone de ouvido, derramando prantos sobre algumas folhas antigas, por algum motivo eu me aproximei do garoto e lhe perguntei o que houve de repente ele secou as lágrimas bruscamente, pegou aquelas folhas, disse que precisava ir e sem mais nem menos saiu. Achei aquilo muito estranho, aquele garoto me intrigava, ele esqueceu o celular, tal deve ter caído do seu bolso, eu peguei aquele aparelho e de alguma forma ele abriu no e-mail do garoto, eu comecei a ler seus e-mails, e me senti intrigada por um e-mail fixado sem destinatário, comecei a ler: “mamãe, eu sei que você jamais vai ler essa mensagem, mas eu precisava contar-lhe, eu estou lendo seu livro mais antigo, aquele que vc brigava tanto para que eu lesse, ele me faz lembrar vc, seu colar, tô carregando ele comigo, me sinto protegido de uma forma que só vc conseguia fazer eu me sentir, mamãe eu sinto sua falta, mas toda noite vejo seus olhos cor de mel nas estrelas, mamãe, eu ganhei o prêmio de melhor aluno, pois é minhas notas estão ótimas, ganhei também uma medalha de melhor jogador, eu estava usando seu tênis, riram de mim, mas a cada passo que eu dava ouvia vc dizendo: “vamos filho você consegue, n tenha medo de se machucar, vc é minha estrela” eu sorria com aquelas palavras. Mamãe você me deu uma segunda chance, você me salvou, eu amo você, agora, minha estrela”. Eu chorei enquanto lia, o garoto voltou e me disse: “desculpa esqueci meu celular”, eu levantei, devolvi o celular e o abracei dizendo: “ quero lhe ajudar a aproveitar sua segunda chance”, ele me abraçou de volta e disse: “você tem os olhos da minha mãe”...” 

- Tuani Rafaela Tabile, 15 anos.

Não estamos sozinhos, somos sozinhos

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Demorei para compreender que o amor deve ser livre. Livre de qualquer sentimento de pertencimento que possa existir. Porque, é exatamente isso. Ninguém pertence a alguém. Ninguém pode possuir controle sobre outrem. Somos completamente livres. Sempre há a possibilidade de partida. A cada momento pode ser o momento do adeus. Cada segundo pode ser o último segundo e você não possui controle nenhum sobre isso. As pessoas partem, sempre partem, elas podem partir. Algumas escolhem partir. Algumas pedem perdão por partir. Algumas partem sem o momento de despedida. Algumas partem sem dar aviso prévio. Algumas partem aos poucos. Algumas partem porque a vida as fez partir. É inevitável, é incontrolável, é algo que transcende seu ser. Consegue entender? Se não conseguir, está tudo bem, é uma construção. É uma longa e dificultosa construção acordar e perceber que, na realidade, todos partimos. É uma longa e dificultosa construção perceber que somos sozinhos. Acredito que problemas nas relações humanas, como insegurança, medo, ciúmes e até mesmo o amor próprio está fortemente vinculado ao não enxergarmos que somos sozinhos. Somos sozinhos. O fato de possuirmos muitos amigos. Termos uma família. Estar ao lado de um grande amor, só nós deixa mais solitários ainda. Eu sei, é difícil de compreender. Mas, quanto mais pessoas você ama, quanto mais pessoas você convive, você transmite uma parte do seu ser, maior é a chance de partida. Porque não temos controle nenhum sobre isso e sobre nada a não ser sobre nós mesmos. Eu não posso controlar os sentimentos de alguém, as atitudes de alguém e muito menos, a hora que esse alguém decide partir, pois, a vida controla isso para mim. É nesse ponto que quero chegar quando digo que todos somos livres.  Não podemos deixar que a insegurança de perder alguém pelo nosso jeito de ser nos transforme em uma prisão sentimental. Isto é, mostre o que há de melhor em você, mostre o que você realmente é. Muitos irão ir embora porque devem ir embora, porque querem ir embora e porque possuem a liberdade de ir embora. Agora, quem decidir ficar é porque quis realmente ficar, é porque viu algo em você que não encontra em qualquer outro alguém. Por isso desejo a todas as pessoas que eu amo que conheçam o máximo de pessoas que conseguirem que conheçam todos os lugares possíveis para conhecer, pois, são livres. 

Entre goles





Em meio a goles
Mórbidos
Garrafais
Engarrafei minha dor
E atirei ao mar
Dos seus olhos
E em meio a linhas
Entrelinhas
Rasbiquei
O que querias dizer
Ao olhar nos seus olhos
Afoguei-me com palavras
Engasgadas
Surradas entre o amor
E o medo

Ela se transformou





Ela se transformou no que tanto queria, mas no fundo, nem sabia tanto desse querer. Sem querer, ela se transformou no que tanto temia ou o que tanto fazia ele temer. Ela se transformou no que escrevia mesmo sabendo que aquilo era só mais uma ilusão que a poesia, às vezes, carrega consigo. Ela se transformou no que dos outros ouvia que seria bom, mas não acreditava que mudaria alguma coisa. Ela se transformou no que a fez abrir a porta de seu coração para alguém que a fez acreditar que tudo seria melhor e aos poucos, como o vento nas dunas de areia, foi carregando grão por grão, olhar por olhar até que de sua essência já era, apenas, uma lembrança. Porém, o mesmo jeito que a fez abrir a porta a fez fechar para se transformar. Ela se transformou em alguém que não tem medo de rir de uma folha que caiu no chão. Ela se transformou em alguém que ama suas fotografias do céu. Ela se transformou em alguém que não tem medo de atravessar a rua sozinha. Ela se transformou em alguém que não tem medo do espelho.  Ela se transformou no que queria ver no espelho. Ela se transformou naquela que não precisa de alguém que ria das piadas dela, pois, ela mesma ri. Ela se transformou em alguém que não precisa ouvir palavras belas antes de ir dormir para conseguir acordar sorrindo. Ela sorri por nada. Ela se transformou em alguém que assiste filme de romance comendo pipoca de domingo. Ela se transformou em alguém que escuta música clássica nos fones de ouvido. Ela se transformou na melhor amiga que ela queria ter. Ela se transformou na pessoa que escreve sobre o amor, mas o amor que nutre pela pessoa em quem se transformou.

O amor como esmalte de unha


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Viver um relacionamento é como pintar as unhas. Antes da criação artística em uma parte tão singela de nosso corpo é necessário escolher o esmalte. E, assim como existem diversos tipos de pessoas existem diversos tipos de esmaltes. O primeiro deles é aquele esmalte barato. Estava em promoção, você precisava de algo novo, algo fácil de conseguir. Então você cai na tentação de desacreditar na frase que “o barato custa caro” e compra. Acontece que, esmaltes baratos duram muito pouco. Assim que você termina de passa-los já estão com aparência desgastada. Duram dois ou três dias no máximo e saem inteiramente. O segundo tipo de esmalte é o mediano. Ele não é tão caro como outros, mas nem tão barato como o da promoção. Aparentemente parece que cumpriu bem com a função, mas os dias passam e pouco a pouco ele corre de suas mãos até que você começa a perceber que uma unha pintada pela metade não é algo bonito e retira o que sobrou com a acetona mandando tudo embora. Mas, também existem os esmaltes mais caros, ou melhor, mais raros. Além de possuírem cores magníficas em sua essência também representam durabilidade. Você pode nadar. Fazer os afazeres da casa. Passam semanas e ele continua inteiramente em sua mão. E, mesmo que um dia resolva tirá-lo para pintar de outra cor, tem a certeza que vai voltar a chama-lo de novo.

Crítica - A cidade do sol


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Livro: A cidade do sol
Autor:Khaled Hosseini 
Leitura: Fácil e envolvente
Diferencial: Palavras utilizadas na região e na cultura que a história mostra. 
Classificação: 5 estrelinhas 

         Inesquecível. A palavra que melhor resume todas as sensações, todas as emoções, as dores e pensamentos ao ler cada singela e intensa palavra dessa grande obra. É necessário ter a mente aberta e o coração disposto a sofrer por personagens que, mesmo vivendo entre as linhas, vivem na vida real. Não que o livro seja baseado em fatos reais, mas a história, a luta, a guerra, tudo, acontece diariamente no mundo que o livro aborda. O Afeganistão e o universo inteiro agradecem a esse autor tão corajoso, Khaled Hosseini, por abrir as portas de nossa mente para conhecer esses lugares, essas situações e horrores que o povo de lá passa. E tudo isso devido à construção de duas personagens, fortes, corajosas e verdadeiras guerreiras. Mulheres. Que entre os muros dos países orientais sofrem por existir. São culpadas por respirar. E é exatamente isso que o livro mostra. Apesar de cada humilhação, apesar de cada gota de sangue que encharcava suas vestes, apesar de cada agressão sofrida, dente perdido, submissão e apesar de poder ver o mundo apenas pelo buraquinho da burqa não desistiram em nenhum segundo de lutar.

O quanto vale o riso de uma criança?

                         




                                   Resultado de imagem para trafico infantil


Você sabe o quanto é incrivelmente mágico ouvir uma risada infantil, não sabe? O quanto tudo parece melhorar quando, por um segundo, você ouve aquele som que mais parece uma sinfonia de Beethoven levada ao vento. Acontece que, em um segundo, ela pode ser levada. Ao longe.
O tráfico de crianças é algo que assusta. É algo que mexe tão profundamente com cada parte do nosso corpo que é melhor até evitar falar sobre isso. Na verdade, acredito que esse seja o maior erro que a humanidade comete. Evitar falar sobre isso. Não que não seja emitido nacionalmente nas telas das nossas televisões o fato de que o número de crianças que são submetidas a essa crueldade cresce absurdamente. Não que não saibamos a quantidade de crianças que perdem, todos os dias, a chance de crescer, de brincar e até mesmo de viver. Não que não esteja retratado em nossos livros de história, histórias que demonstrem que desde os tempos antigos as crianças também eram torturadas. Isso tudo está explícito. Mas, falar sobre o tráfico de crianças torna-se perigoso. Perigoso para alma.